sábado, 30 de julho de 2011

TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) em Adultos.

O déficit de atenção e hiperatividade é um transtorno bem conhecido que se inicia na fase do desenvolvimento infantil e se caracteriza por desatenção, hiperatividade e impulsividade. 

Sabe-se que esses sintomas continuam na idade adulta, porem poucos adultos com TDAH são realmente identificados e tratados. Alguns sintomas como: dificuldades em seguir instruções, lembrar-se de informações importantes, concentrar-se, organizar tarefas, terminar trabalhos dentro de limites pré estabelecido e etc podem ser indícios desse transtorno no adulto.

Devido a essas dificuldades descritas acima, existem uma série de outros sintomas associados:

• Ansiedade e/ou Depressão;
• Baixa autoestima;
• Dificuldade em controlar a raiva;
• Abuso de substâncias (dependência química);
• Desorganização;
• Baixa tolerância à frustração;
• Problemas de relacionamento.

Esses comportamentos podem ser mais leves ou mais intensos e podem ser encontrados apenas alguns desses comportamentos ou vários deles e ainda podem variar de acordo com a situação em que a pessoa está vivendo. 

Se você estiver sofrendo com esses sintomas, não deixe de procurar ajuda especializada! Procure um médico especializado para que o diagnóstico correto seja feito. E inicie o tratamento mais apropriado para o seu caso (medicamentoso ou não). 

Alguns tratamentos podem ser bastante benéficos para adultos com TDAH:

Terapia Individual que visa aumentar a autoestima, reduzir o stress, a ansiedade e a depressão, além de ajudar a lidar com a frustração e raiva e de promover a melhora na capacidade em lidar com as situações difíceis.

Treinamento comportamental para ensinar a pessoa estratégias para organizar a casa, as atividades no trabalho, para controlar seu comportamento impulsivo, reduzir as distrações ao longo do dia e para encontrar soluções para o excesso de energia.


Rosani Ap. Antunes Teixeira
psic_rosani@yahoo.com.br
Neurônios no Divã

terça-feira, 19 de julho de 2011

TDAH, TDA e Problemas de Aprendizagem

Segundo os pesquisadores Zubair Kabir, Gregory N. Connolly and Hillel R. Alpert, as crianças expostas ao fumo parecem ter um risco maior de desenvolver distúrbios neuro-comportamentais como o TDAH, TDA e problemas de aprendizagem. Essa pesquisa foi conduzida pelo Harvard School of Public Health (HSPH) e publicada na revista científica Pediatrics July 11, 2011 com o título "Exposição ao fumo passivo e Distúrbios Neuro-comportamentais entre as crianças nos Estados Unidos".

A pesquisa contou com a participação de 55.358 crianças americanas com idade menor que 12 anos. E verificou que 6% dessas crianças foram expostas ao fumo. Destas, 8,2% apresentaram problemas de aprendizagem, 5,9% apresentaram TDAH ou TDA e 3,6% apresentaram transtorno de conduta ou distúrbios comportamentais. 

As crianças expostas ao fumo, segundo os pesquisadores, tinham uma chance 50% maior de desenvolver distúrbios neuro-comportamentais em comparação com crianças não expostas, meninos e crianças mais velhas entre 9 e 11 anos parecem ter um risco ainda maior. 

Faz muitos anos que ouvimos falar diariamente sobre os danos que o cigarro causa ao organismo humano: CÂNCER, INFARTOS, ENFISEMA, etc.
Mas se isso não foi o suficiente para você abandonar de uma vez esse vício, quem sabe agora?!?!?!

Para saber mais: "Secondhand Smoke Exposure and Neurobehavioral Disorders Among Children in the United States." Zubair Kabir, Gregory N. Connolly, and Hillel R. Alpert - Pediatrics 2011; peds.2011-0023 Published ahead of print July 11, 2011, doi:10.1542/peds.2011-0023


Rosani Ap. Antunes Teixeira
Neurônios no Divã

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Derrame cerebral (AVC) - contado por uma neurocientista

Na manhã de 10 de dezembro de 1996, aos 37 anos, a neurocientista americana Jill Bolte Taylor, acordou com uma terrível dor de cabeça, bem atrás do olho esquerdo. Logo após, ela percebe que sua coordenação muscular também estava prejudicada. Baseado em suas experiências como neurocientista, ela logo percebeu que estava sendo vítima de um acidente vascular cerebral ou popularmente chamado "derrame cerebral". 

Durante quatro horas, a neurocientista presenciou seu cérebro transformar-se e no fim daquela manhã, já não conseguia andar, falar, ler, escrever ou lembrar informações básicas da minha vida. Segundo ela, num primeiro momento ficou bastante aflita, mas, no instante seguinte ficou animada pois pensava: "Quantos cientistas têm a oportunidade de estudar as funções do cérebro e sua deterioração de dentro para fora?".

Hoje, depois de uma incansável batalha, ela recuperou completamente suas funções físicas e mentais e essa experiência lhe rendeu um livro, "A Cientista que Curou Seu Próprio Cérebro", que foi lançado no Brasil em 2008.

Assista a Palestra "My Stroke of Insight" da Dra. Jill Bolte Taylor, neurocientista de Harvard, sobre sua experiência com seu derrame em 1996. Retirado do youtube.



Rosani Ap. Antunes Teixeira
Neurônios no Divã: Psicologia e Neurociências

domingo, 3 de julho de 2011

Acidente vascular cerebral

Acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE) é o nome correto do que antigamente se costumam chamar de derrame cerebral. E é uma das doenças que mais matam no Brasil e no mundo. Em 2015 esperam-se 18 milhões de casos novos de acidente vascular cerebral e, em 2030, 23 milhões de novas ocorrências.

No AVC hemorrágico um vaso se rompe e o sangue extravasa alagando uma área da massa cinzenta do cérebro e no AVC isquêmico, uma obstrução de uma artéria bloqueia o fluxo de sangue que deveria irrigar uma determinada região cerebral. Nos dois casos o resultado é o mesmo: as células (neurônios) das áreas afetadas morrem, causando inúmeras sequelas.

Alguns fatores de risco para a AVC são: idade, sexo, hereditariedade, tabagismo, uso abusivo de álcool, hipertensão arterial (pressão alta), colesterol elevado, diabetes, sedentarismo e outras doenças cardíacas. 

A melhor forma de prevenir a doença é identificar e tratar os fatores de risco. Controlar a hipertensão, o diabetes mellitus, o colesterol elevado, cessar o tabagismo e o etilismo, além de reconhecer e tratar problemas cardíacos existentes são essenciais. Pois em muitos casos as incapacitações decorrentes de um AVC são devastadoras para o paciente e sua família.

Algumas terapias podem ajudar muito aos pacientes acometidos:

Fisioterapia tem como objetivo fazer o paciente reaprender atividades motoras como: caminhar, sentar, ficar em pé, deitar e etc., utilizando para isso muito treinamento e exercícios.

Neuropsicologia ou reabilitação cognitiva é um tratamento destinado a recuperação ou adaptação das funções perdidas e se utiliza de:
1:. Treino cognitivo e exercícios voltados para o fortalecimento e restauração da função;
2:. Compensação e estratégias voltadas para a substituição e adaptação de funções perdidas;
3:. Reestruturação e planejamento do ambiente onde o paciente vive.

Fonoaudiologia tem como objetivo ajudar os pacientes a compreender a fala ou palavras escritas e para aqueles com dificuldade em falar o objetivo é reaprender a linguagem.

Psicologia clínica tem como objetivo ajudar no tratamento de problemas como depressão, ansiedade, frustração, raiva, aceitação da doença, etc.


Rosani Aparecida Antunes Teixeira
psic_rosani@yahoo.com.br
Neurônios no diva: Psicologia e neurociências