segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Emagrecimento - Cérebro pode sabotar os esforços para perder peso!!!

Segundo matéria publicada em 19 de setembro de 2011 no Science News (Magazine of the Society for Science & the Public), o cérebro pode sabotar os esforços para perder peso! Em pessoas obesas, mesmo quando o cérebro sabe que o corpo não está com fome, ele responde à comida como se ainda não estivesse saciado.

Para esse estudo, foram recrutados 14 voluntários, nove magros e cinco obesos. Os voluntários foram submetidos a exames de imagens no momento em que viam fotos de vários alimentos como sorvetes, batatas fritas, couve-flor e saladas. Durante todo o processo, os pesquisadores pediam para que os participantes mostrassem o seu nível de fome e o quando eles gostariam de comer determinados alimentos. Também foram monitorados os níveis de açúcares no sangue de cada participante.

Quando a glicemia estava baixa, todos os voluntários relataram que gostariam de comer diversos alimentos, principalmente aqueles de alto teor calórico. 

As tomografias cerebrais revelaram que partes do cérebro que controlam a razão e a força de vontade, como o córtex pré-frontal, ficavam inativas quando a glicemia estava baixa, enquanto que regiões que promovem a alimentação e oferece reforço positivo ligado a se alimentar estavam bastante ativadas. 

Quando a glicemia estava alta, ou seja, o participante já tinha se alimentado e estava saciado, partes do cérebro que controlam a razão e a força de vontade estavam bastante ativadas e regiões que promovem a alimentação e oferece reforço positivo ligado a se alimentar estavam inativas. 

A surpresa, segundo Robert Sherwin, endocrinologista da Universidade de Yale, co-autor do estudo, foi que a parte do cérebro que permite que as pessoas conscientemente exerçam força de vontade para não ingerir alimentos ficam inativas em pessoas obesas. Isto sugere que quando as pessoas obesas tentam perder peso, eles podem encontrar-se no lado mais fraco da batalha, pois o centro neural (seu cérebro) incentiva-os a comer.


Fonte: 




Rosani Ap. Antunes Teixeira
Neurônios no Divã: Psicologia e Neurociências

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pílulas anticoncepcionais afetam a memória

Essa foi à conclusão que chegaram os pesquisadores da Universidade da Califórnia. 

A pesquisa publicada no Neurobiology of Learning and Memory, mostra que mulheres que tomam anticoncepcionais orais (pílulas), possuem alterações na memória emocional.

Os pesquisadores avaliaram setenta e duas mulheres, estudantes de graduação e pós-graduação da University of California com idade entre 18 e 35 anos. Foram comparados os resultados de 32 mulheres com ciclos hormonais normais e 34 que tomavam pílulas anticoncepcionais. 

O experimento consistia em mostrar fotos de uma mãe, seu filho, e um acidente de carro. A história foi composta por 11 slides, e as imagens nos slides eram idênticos entre as duas versões da história, mas a narrativa de áudio era diferente, em uma das versões era informado que o carro havia batido, enquanto outros disseram que o carro tinha atingido o garoto e o ferido gravemente.

Uma semana depois, todas as participantes passaram por teste surpresa sobre o que se lembra dessa história. As mulheres que usam contraceptivos hormonais por apenas um mês lembrado de forma mais clara os principais evento traumático (que tinha havido um acidente, que o menino havia sido levado às pressas para o hospital, que os médicos tentavam salvar a sua vida). Já as mulheres que não usavam contraceptivos lembraram-se de muito mais detalhes, (como por exemplo, um hidrante ao lado do carro).

Essas descobertas podem ajudar a responder perguntas muito mais complexas como: Porquê as mulheres tem síndrome de estresse pós traumático com mais frequência do que os homens? Como os homens se lembram de acontecimentos de maneira diferente das mulheres?

Segundo os pesquisadores, os homens mantêm a essência da história e não os detalhes e mulheres usuárias de tal método contraceptivo pode se lembrar de eventos emocionais de forma semelhante aos homens.


Fonte:
Shawn E. Nielsen, Nicole Ertman, Yasmeen S. Lakhani, Larry Cahill. Hormonal contraception usage is associated with altered memory for an emotional story. Neurobiology of Learning and Memory, 2011; 96 (2): 378 DOI: 10.1016/j.nlm.2011.06.013


Rosani Ap. Antunes Teixeira
Neurônios no Divã: Psicologia e Neurociências

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Insônia

A insônia é um dos mais prevalentes de todos os distúrbios do sono. Aproximadamente 30% da população relatam experiências com sintomas de insônia e, ocasionalmente, 10% sofrem de insônia crônica. A insônia é caracterizada por dificuldades em iniciar o sono, manter o sono, acordar cedo demais ou ainda, ter um sono não reparador. 

As pessoas geralmente relatam outros problemas relacionados à insônia como fadiga, sonolência, perturbações do humor, comprometimento da atenção, e déficits de memória. 

Vários fatores podem ocasionar a insônia:
Preocupações com o trabalho, família, saúde, escola, etc.;
• Problemas de relacionamento e dificuldades nas relações afetivas;
• Ansiedade e/ou Depressão;
• Uso de determinados medicamentos; 
• Barulhos e/ou luzes;
• Ingestão de cafeína, álcool, nicotina, etc;
• Mudanças de horários constantes;

Algumas mudanças simples podem ajudar a estabelecer um hábito regular de sono, evitando assim os problemas com a insônia. Procure sempre deixar o quarto de dormir silencioso, escuro e com temperatura agradável; ter sempre um horário fixo para deitar e levantar; não ingerir bebidas alcoólicas, e bebidas que contenham estimulantes ou cafeína, evitar o uso do tabaco e a ingestão de muita comida ao anoitecer.

E quando a insônia estiver interferindo no seu dia a dia, procure ajuda especializada. Uma pesquisa feita em Québec no Canada, pelo pesquisador Morin C. M., mostrou que a psicoterapia é eficaz para mais de 70% dos pacientes e ajudam tanto na fase inicial do sono quanto na sua manutenção. Além disso, a psicoterapia permite que muitos pacientes recuperem a sensação de controle sobre o sono, diminuindo assim o sofrimento emocional causado por esse distúrbio.

Fonte:
Cognitive-behavioral approaches to the treatment of insomnia. (Morin M. C.)   J. Clin Psychiatry. 2004;65 Suppl 16:33-40.

Rosani Ap. Antunes Teixeira
Neurônios no Divã: Psicologia e Neurociências

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Diferenças entre os sexos

Os pesquisadores analisaram os dados de saúde de 43.093 pessoas nos EUA, 57% mulheres, entre os anos de 2001 e 2002 e chegaram à conclusão que os homens são mais propensos a personalidade anti-social e transtorno por abuso de substâncias e as mulheres desenvolvem mais transtorno de humor e ansiedade

Descobriram que mulheres têm maior probabilidade de internalizar as emoções, o que normalmente resulta em solidão e depressão. E acreditam que esse resultado esteja relacionado com o fato de mulheres ficarem remoendo seus problemas e suas emoções, ao invés de engajar-se para solucionar problemas menos intenso.

Os homens, por outro lado, exteriorizam mais suas emoções, o que o torna mais agressivo e impulsivo e consequentemente anti-social.


Essa pesquisa ainda sugere tratamento diferenciado para os sexos:

  • Para as mulheres, o tratamento pode se concentrar em prevenir os pensamentos recorrentes de situações depressivas;
  • Para os homens deve basear-se em moldar tendências agressivas e prevenir os comportamentos impulsivos.


Fonte:
Nicholas R. Eaton, Katherine M. Keyes, Robert F. Krueger, Steve Balsis, Andrew E. Skodol, Kristian E. Markon, Bridget F. Grant, Deborah S. Hasin. An invariant dimensional liability model of gender differences in mental disorder prevalence: Evidence from a national sample.
Journal of Abnormal Psychology, 2011; DOI:10.1037/a0024780


Rosani Ap. Antunes Teixeira
psic_rosani@yahoo.com.br
Neurônios no Divã: Psicologia e Neurociências