sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Feliz Natal !!! Feliz 2013!!!


Queridos leitores, mais um ano que chega ao final! E que ano... emocionante... desafiador. Vocês fizeram deste um ano muito especial para nós, através de sua participação no blog, compartilhando sentimentos, pensamentos e sugestões. Por isso, este ano foi mais do que especial!!!

Então, para vocês, queridos amigos leitores, a equipe Neurônios no Divã deseja um novo ano, repleto de coisas boas, repleto de tudo que você ouse sonhar...

Esperamos que em 2013 o nosso blog consiga trazer sempre mais informações sobre neuropsicologia e neurociências, que isso não somente divulgue o conhecimento científico, mas também conhecimento que promova saúde e qualidade de vida!! 

E para isso continuamos contando com sua ajuda: envie e-mails com suas perguntas, dúvidas e sugestões, afinal de contas, o  “Neurônios no Divã" é e sempre será destinado a VOCÊ!!!


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Neurônios no Divã: Psicologia e Neurociências

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Distúrbios do sono

Nos últimos 15 anos, as pesquisas mostram que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição generalizada que persiste até a fase adulta em até 60% dos pacientes. Como já sabemos, o TDAH frequentemente e associado a uma série de comorbidades, incluindo depressão, ansiedade, distúrbios de comportamento, abuso de substâncias e distúrbios do sono.

As pesquisas apontam que 20% das crianças e metade dos adultos com TDAH sofrem com problemas do sono. E o sono desempenha um papel fundamental em nossa capacidade de aprender e na consolidação de nossas memórias. A privação do sono pode resultar em sonolência, incapacitante e fadiga, além de exacerbar ainda mais os sintomas de TDAH.

Em uma pesquisa recente, feita pelo Institute of Medical Sciences na Universidade de Toronto no Canada, os pesquisadores alertam para o fundamental cuidado e tratamento dos problemas de sono. Eles sugerem algumas práticas para melhorar a qualidade do sono, como: definir um horário para dormir e para acordar; evitar luzes brilhantes antes de dormir; evitar barulho muito alto, desligar TV e/ou computadores pelo menos uma hora antes de deitar, além de fazer atividades relaxantes como ler um livro ou ouvir música suave. 

Mas não se esqueça, se você tentou esses métodos para melhorar a qualidade de sono e nada funcionou, marque uma consulta com um especialista, que irá analisar seu sono e definir um programa de tratamento, com certeza isso irá melhorar muito a sua qualidade de vida e seus sintomas de TDAH.


Fonte: 
Sleep Medicine Reviews - Volume 16 (4) 371:388 - Sleep in attention-deficit/hyperactivity disorder in children and adults: Past, present, and future - Sun Young Rosalia Yoona,Umesh Jainb e Colin Shapiroa. 


Rosani Ap. Antunes Teixeira
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Criatividade - As pessoas são tendenciosas contra ideias criativas





As pessoas muitas vezes rejeitam ideias criativas, mesmo quando vive defendendo a criatividade como uma meta desejada, mostra uma nova pesquisa publicada na Revista Psychological Science. 

Os resultados desse estudo mostraram que:

• Ideias criativas são na verdade “algo novo” e pode desencadear sentimentos de incerteza nas pessoas.

• Pessoas preferem descartar as ideias criativas em favor das ideias já testadas.

• Incerteza impulsiona a busca e geração de ideias criativas, mas essa mesma "incerteza” também nos torna menos capaz de reconhecer a criatividade.

Diante desses resultados os pesquisadores concluíram que ao invés de gerar ideias mais criativas devemos nos preocupar mais em como identificar, reconhecer e aceitar a criatividade. 


Fonte:


Rosani Ap. Antunes Teixeira
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

Foi publicado recentemente um estudo na revista Biological Psychiatry, Volume 72, utilizando 837 imagens neuroanatômicas de ressonância magnética com 234 crianças com diagnóstico de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e 231 crianças com desenvolvimento normal. 

Neste estudo os pesquisadores verificaram que existe um atraso no desenvolvimento da superfície cortical na região frontal em crianças com TDAH. Eles dizem que: "Como outros componentes importantes do desenvolvimento cortical também estão atrasados, isso sugere que há um atraso global no TDAH em regiões do cérebro importantes para o controle da ação e atenção". 

O próximo passo dessa pesquisa será tentar entender as causas deste atraso no desenvolvimento nessas crianças.


Fonte: 
“Development of Cortical Surface Area and Gyrification in Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder” by Philip Shaw, Meaghan Malek, Bethany Watson, Wendy Sharp, Alan Evans, and Deanna Greenstein (doi: 10.1016/j.biopsych.2012.01.031). The article appears in Biological Psychiatry, Volume 72, Issue 3 (August 1, 2012), published by Elsevier. 


Rosani Ap. Antunes Teixeira
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Bullying e Autismo

A maioria das crianças já foi provocada por um irmão mais velho, por um amiguinho da escola ou da rua em que mora em algum momento de sua vida. Isso é normal e não prejudicial quando feito de uma forma lúdica, amigável e mútua, em que ambas as crianças de diverte com isso. 

O problema é quando isso se torna uma dolorosa provocação, cruel e constante – “Bullying”. 

O Bullying é a intenção de atormentar o outro de forma física, verbal ou psicológica. E para isso, o agressor geralmente: bate, empurra, fala mal, ameaça, usa e-mail, salas de chat, mensagens instantâneas, sites de redes sociais e mensagens de texto com o intuito de ferir e causar sofrimento. As taxas estimadas de bullying no mundo variam de 5 a 38% entre as meninas, e de 6 a 41% entre os meninos. 

Em um artigo publicado na Holanda em 2009, mostrou que a taxa de prevalência de bullying envolvendo adolescentes autistas era entre 6 e 46%. 

Este ano, nos Estados Unidos, foi publicada uma pesquisa, que tinha como objetivo estimar as taxas de bullying envolvendo adolescentes com transtorno do espectro do autismo. Os resultados desse estudo mostraram que 46,3% dos adolescentes com transtorno do espectro do autismo foram vítimas de bullying. 

Segundo especialistas, há pelo menos duas razões para as crianças e adolescentes com necessidades especiais sofrerem bullying: 1) Elas geralmente não são habilidosas socialmente;  2) Elas têm poucos amigos. 

Por esse motivo, preste muita atenção em seu filho! Existem alguns sinais clássicos a serem observados: roupas rasgadas, hesitação em ir para a escola, diminuição do apetite, pesadelos, choro sem motivo aparente, angústia e ansiedade. 

Se você descobrir que seu filho está sendo intimidado, tenha uma conversa franca e aberta, procure entender o que está realmente acontecendo na escola, para que possa tomar as medidas adequadas. E além disso, instrua-o a procurar os professores e os amigos que possam ajudá-lo nos momentos difíceis. 

Fique sempre atento!!! 




Fonte:
Sterzing PR, Shattuck PT, Narendorf SC, Wagner M, Cooper BP. Bullying Involvement and Autism Spectrum Disorders: Prevalence and Correlates of Bullying Involvement Among Adolescents With an Autism Spectrum Disorder. Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, 2012; DOI: 10.1001/archpediatrics.2012.790

Eeske van Roekel, Ron H. J. Scholte and Robert Didden. Bullying Among Adolescents With Autism Spectrum Disorders: Prevalence and Perception. JOURNAL OF AUTISM AND DEVELOPMENTAL DISORDERS, Volume 40, Number 1 (2010), 63-73, DOI: 10.1007/s10803-009-0832-2



Rosani Ap. Antunes Teixeira
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Erro no diagnóstico (deficiência intelectual/atraso mental)

Oi pessoal!

Hoje iremos conversar sobre um email recebido pela nossa equipe de uma leitora que resolveu compartilhar sua história no nosso blog. Os nomes foram alterados para preservar as identidades.

Ana, primeira filha de Juliana, era um bebê absolutamente normal, risonha e esperta. Contudo, Ana demorou a falar, enquanto sobrinhas de Juliana na mesma idade já estavam falando as primeiras palavras, Ana só começou a falar sua palavrinhas por volta dos dois de idade. Além disso, Juliana começou a perceber que Ana ficava brincando quietinha por horas, não respondia ao chamado e se assustava quando alguém aparecia ao seu lado. “Era como se ela vivesse em outro mundo”.

Preocupada, a mãe começou a buscar respostas sobre o que havia de errado com sua pequena Ana. Os pediatras diziam que o desenvolvimento psicomotor de Ana estava dentro da normalidade e que algumas crianças demoram um pouco mais para falar, isso era absolutamente normal.

O tempo foi passando e Ana continuava a brincar quieta pelos cantos, muitas vezes não respondia ao chamado, parecia sempre distante; mas quando as pessoas falavam diretamente com ela, Ana era atenciosa, respondia e interagia muito bem com as pessoas.

Quando foi para escolinha por volta de cinco anos, os professores também notaram que havia algo de errado e solicitaram uma avaliação médica. Para a surpresa de Juliana, Ana foi diagnosticada com déficit intelectual. (Já seria diagnostica com déficit intelectual tão cedo??)

“Deficiência intelectual ou atraso mental é um termo usado para descrever pessoas que apresenta certas limitações em seu funcionamento mental, em sua comunicação, cuidado pessoal e relacionamento social. Essas crianças, geralmente necessitam de mais tempo para aprender a falar, aprender a andar, aprender a se vestir, etc. Na escola, essas crianças aprendem de forma muito mais lenta, e por isso não conseguem acompanhar o ritmo das outras crianças. Além disso, apresentam problemas de linguagem, dificuldades em gravar fatos ocorridos, compreender determinadas tarefas, dificuldades em expressar-se e etc.”.

O diagnóstico caiu como uma bomba para Juliana que não acreditava nem aceitava esse diagnóstico "meu mundo caiu, não podia aceitar aquilo, não podia ser... como!!? Minha filha tinha problemas, mas não aquilo!". Essa inquietação impulsionou Juliana a continuar buscando respostas, e procurou por uma segunda e uma terceira opinião... felizmente esse último profissional resolveu fazer uma "investigação mais detalhada" e encaminhou para Ana para um avaliação neuropsicológica.

A avaliação neuropsicológica indicou a necessidade de outro tipo de avaliação e Ana foi encaminhada a um médico otorrinolaringologista para realizar um exame de audiometria, pois havia indícios de problemas com a audição de Ana.

O resultado da audiometria mostrou que a menina possuía uma pequena perda auditiva, o que a impossibilitava de ouvir normalmente, principalmente a voz humana (isso explicava porque Ana não respondia aos chamados e vivia sempre no seu mundinho). E o resultado da avaliação neuropsicológica mostrou que Ana não tinha nenhum atraso mental, e nenhuma outra dificuldade.

Ana passou a usar então aparelho auditivo, por indicação do médico. Seu desempenho escolar surpreendeu a todos, Ana passou a ser a melhor de sua turma e a interagir muito bem com todos os amigos, já não ficava mais brincando no canto, quietinha, falava sobre tudo, o tempo tudo e estava sempre pronta a aprender coisas novas.

Juliana conta que foi muito criticada pelos familiares e amigos por não aceitar o primeiro diagnóstico recebido pela filha (deficiência intelectual), mas agora todos percebem a importância de uma segunda opinião, principalmente quando ainda restam dúvidas.

Muito legal ouvir essa história e saber que ela teve um final feliz! Infelizmente nem sempre isso acontece e a história de Juliana a Ana nos mostra que vale a pena procurar uma segunda opinião, sempre que há dúvidas. Ter uma segunda opinião nem sempre é necessário, mas quando ainda há dúvidas, muitas vezes é válido procurar a opinião de outro profissional especializado, com isso ter a confirmação do diagnóstico e buscar a melhor maneira como lidar com esse problema.



Você também tem uma história para contar?? 
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Anorexia Nervosa - Bulimia

Uma recente pesquisa feita pelos pesquisadores da Universidade de Minnesota, EUA, mostrou ligações entre os eventos de mudanças na vida e o aparecimento de transtornos alimentares.  

Mudanças Escolares: 
Alguns participantes desta pesquisa destacaram os problemas que tiveram de adaptação escolar, principalmente quando saíram  de casa para ir à faculdade ("... Eu estava incrivelmente solitária, sem apoio e parei de comer", comenta uma participante). 

Mudanças no relacionamento: 
O rompimento com um parceiro ou com os pais acaba desencadeando problemas alimentares (“... Depois da separação, comecei a comer, para compensar os sentimentos de ansiedade”, comenta outra participante).

Morte de um membro da família: 
A morte de um membro da família ou pessoa próxima pode ser muito traumático (“... Minha irmã morreu, mas ninguém falou sobre isso – comecei a comer desesperadamente, perdi o controle”, comenta outra adolescente). 

Mudanças no emprego: 
Algumas pessoas também relatam perda ou mudança de emprego como uns dos fatores que levaram aos distúrbios alimentares (“... Eu me senti perdida no novo emprego, desesperada e foi ai que meus problemas alimentares começaram", diz uma participante).

Doenças e hospitalizações: 
Para outras pessoas uma simples doença foi o início do transtorno alimentar ("... Eu pensava que se eu parasse de me alimentar, as pessoas iriam cuidar das coisas para mim", diz uma participante).

Abuso – agressões: 
Algumas pessoas entrevistadas também relatam eventos abusivos e agressivos como sendo o início de seus problemas alimentares ("... Eu pensei que se ganhasse muito peso ele iria me deixar em paz", comenta uma jovem). 

Esse estudo mostra claramente que os transtornos alimentares podem ser desencadeados por uma série de mudanças na vida de uma pessoa e que a falta de apoio foi um tema comum relatado por todos os participantes da pesquisa. 

Se você sofre com essa doença, busque tratamento com profissionais especializados!! Segundo a American Psychological Association (APA), a psicoterapia individual e familiar e um dos tratamento mais eficaz para a anorexia e bulimia. 


Fonte:
Jerica M Berge, Katie Loth, Carrie Hanson, Jillian Croll-Lampert, Dianne Neumark-Sztainer. Family life cycle transitions and the onset of eating disorders: a retrospective grounded theory approach. Journal of Clinical Nursing, 2012; 21 (9-10): 1355 DOI: 10.1111/j.1365-2702.2011.03762.x 


Rosani Ap. Antunes Teixeira
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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Flexilidade Mental - Autismo e Esquizofrenia

Em um post publicado anteriormente (03.03.2011), falamos um pouco sobre as funções executivas e flexibilidade mental. 
Não deixe de ler!!!

Agora, vou falar um pouco sobre uma pesquisa recentemente publicada na revista científica “Cell”, onde os pesquisadores identificaram uma proteína necessária para manter essa flexibilidade comportamental e com isso oferecer novas perspectivas para pessoas com autismo e esquizofrenia (doenças marcadas pela flexibilidade comportamental prejudicada). 

Flexibilidade Mental, o que seria isso??
Podemos dizer que "Flexibilidade mental" é a capacidade de lidar com diversas situações de maneiras diferentes, visando sempre responder de forma eficaz e eficiente. Uma pessoa com boa flexibilidade mental é capaz de: Ver as coisas de perspectivas diferentes; Adaptar-se à mudanças; Aprender com os próprios erros e com os erros dos outros; Resolver problemas de maneira criativa, entre outros.

Nesse estudo, os pesquisadores fizeram dois experimentos diferentes:
Primeiro - Compararam as experiências de camundongos ao percorrer um labirinto de água com o objetivo de achar uma plataforma para sair da água. Depois essa plataforma era transferida para um local diferente.
Resultado desse experimento: - os camundongos normais (com a proteína) localizaram a plataforma e saíram da água, mas aqueles que não possuíam a proteína foram incapazes de localiza-la. 

Segundo - Colocaram os camundongos sobre uma plataforma onde após um sinal sonoro, um choque fraco era aplicado nas patas desses camundongos. Todos os camundongos ficavam parados ao ouvir o som que antecede o choque nas patas. Na fase seguinte, os pesquisadores mantiveram o sinal sonoro e retiraram o choque.
Resultado: - os camundongos normais ajustaram suas respostas e passaram a não ficar mais parados depois de ouvir o som, mas os camundongos sem a proteína continuaram a responder da mesma maneira, como se esperasse um choque nas patas. 

Para concluir o experimento, os pesquisadores ainda fizeram análises pós-morte de cérebros humanos de pessoas com esquizofrenia e controles saudáveis, e verificaram que o grupo controle mostraram níveis normais da proteína enquanto os pacientes esquizofrênicos apresentavam níveis reduzidos. 

Esses resultados mostram a importância dessa proteína na manutenção da flexibilidade comportamental e como sua ausência pode estar associada com a esquizofrenia e outros distúrbios neurológicos.


Fonte: Mimi A. Trinh, Hanoch Kaphzan, Ronald C. Wek, Philippe Pierre, Douglas R. Cavener, Eric Klann. Brain-Specific Disruption of the eIF2α Kinase PERK Decreases ATF4 Expression and Impairs Behavioral Flexibility. Cell Reports, 24 May 2012 DOI: 10.1016/j.celrep.2012.04.010.


Rosani Ap. Antunes Teixeira
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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Memória: use-a ou esqueça!!

Quase metades das pessoas com mais de 60 anos procuram atendimento médico devido a preocupações com o declínio cognitivo (esquecimentos). 

Em 2050, o número de pessoas com mais de 65 anos de idade irá aumentar assustadoramente e como isso, o número de pacientes com DEMÊNCIA é estimado em 37 milhões. No Brasil, em números absolutas já temos mais idosos do que crianças de até 4 anos.

Uma das consequências do envelhecimento populacional, e uma maior ocorrência de complicações associadas às doenças crônico-degenerativas como as demências. 

As demências representam um grande problema de saúde pública, pois são uma das causas mais importantes de morbi-mortalidade (impacto das doenças e mortes) e trazem graves consequências para a vida do paciente e de seus familiares.

Mas nem tudo está perdido!! Segundo pesquisas anteriores, altos níveis de atividade mental como quebra-cabeças, artesanato, jogos de memória, trabalhos manuais e etc., podem diminuir o risco de um indivíduo desenvolver demência em cerca de 50% e pode ainda reduzir a probabilidade do chamado declínio cognitivo leve, que nada mais é do que mudanças no desempenho cognitivo em alguns domínios, mas esses prejuízos não chegam a afetar a vida cotidiana dos idosos e seus familiares.

Recentemente, novo estudo publicado no mês de março na revista BMC Medicine demostra que o treinamento cognitivo é capaz de melhorar o raciocínio, memória, linguagem e coordenação motora de idosos. Segundo o estudo, com o treinamento cognitivo as funções neuropsicológicas dos idosos podem manter-se em pleno funcionamento ao longo do tempo ajudando-os a continuar a viver de forma independente e com muita qualidade de vida.

Fonte:
Yan Cheng, Wenyuan Wu, Wei Feng, Jiaqi Wang, You Chen, Yuan Shen, Qingwei Li, Xu Zhang, Chunbo Li. The effects of multi-domain versus single-domain cognitive training in non-demented older people: a randomized controlled trial. BMC Medicine, 2012; 10 (1): 30 DOI:10.1186/1741-7015-10-30


Rosani Ap. Antunes Teixeira
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terça-feira, 26 de junho de 2012

Criatividade – De onde vem?


Criatividade tem sido definida como um comportamento e embora possa ser considerado o mais importante de todos os recursos humanos, sua base neural ainda permanece difícil de ser entender. 

Na tentativa de compreender o processo criativo, alguns estudos têm-se centrado no pensamento divergente, que nada mais é do que “a possibilidade de seguir várias linhas de pensamento e gerar soluções novas e originais”. 

Para tentar responder essa pergunta, pesquisadores da Universidade de Los Angeles investigaram a base neural da criatividade, comparando a atividade cerebral de pessoas quando completavam duas tarefas diferentes:
  • uma tarefa criativa, onde eles deviam manipular mentalmente três formas para criar um objeto (requer respostas inovadoras), 
  • e uma tarefa mais simples, onde os participantes tinham que girar mentalmente três partes para criar apenas uma forma geométrica (requer uma única resposta correta). 

Os resultados sugerem que o processamento criativo recruta ambos os hemisférios, incluindo aquele que é menos dominante para a tarefa, mostram ainda que o planejamento motor pode ser um componente de improvisação criativa, e que o lado esquerdo do cérebro é potencialmente um apoiador crucial da criatividade no cérebro.


Fonte:
L. Aziz-Zadeh, S.-L. Liew, F. Dandekar. Exploring the Neural Correlates of Visual Creativity. Social Cognitive and Affective Neuroscience, 2012.


Rosani Ap. Antunes Teixeira
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Como é o pensamento de um cão?

Uma das mais antigas espécies domesticadas, os cães, foram moldados por milhões de anos de contato conosco, seres humanos... Como resultado desta evolução física e social, os cães, mais do que quaisquer outras espécies, adquiriram capacidade de compreender e se comunicar conosco.

Mas, muitos de nós vivemos a perguntar... O que se passa em sua mente? Quais são seus pensamentos?

Na busca por essas respostas, cientistas interessados em compreender essa relação entre o homem e o cão, tentam descobrir através de técnicas de Ressonância Magnética funcional (fMRI), o que se passa no cérebro de nossos fiéis amigos caninos. 

Eles treinaram os cães para responder a determinados sinais e descobriram que os bichos prestam muita atenção aos sinais humanos e que quando os cachorros visualizavam um sinal de gratificação (agrado), a região do núcleo caudado (associada a recompensas em seres humanos) mostrava-se ativada. 

Os pesquisadores acreditam que com essa descoberta, em breve poderemos estudar melhor a cognição canina e responder perguntas sobre a ligação afetiva dos seres humanos e os cães...

Veja o vídeo com o experimento:


Veja também o artigo completo:



Rosani Ap. Antunes Teixeira
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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Documentário sobre o Cérebro Humano


Esse excelente vídeo retirado do youtube fala sobre o cérebro humano e o seu funcionamento.

Não deixe de assistir!!!!   






Rosani Ap. Antunes Teixeira
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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Anorexia e Obesidade


Anorexia é definida como um transtorno alimentar que afeta principalmente adolescentes e mulheres jovens, caracterizada pelo medo patológico de engordar, é um distúrbio grave e potencialmente ameaçador para a vida. A pessoa possui uma distorção da imagem corporal e um medo irracional de se tornar obesa, com isso ela tenta deliberadamente perder peso e muitas vezes ignoram os sinais de fome e controlam seu desejo de comer com dieta excessiva. 

Um estudo recentemente publicado pela Universidade de Medicina do Colorado revela que os circuitos de recompensa no cérebro estão sensibilizados em mulheres com anorexia e insensíveis em mulheres obesas. 

Essa pesquisa contou com a participação de 63 mulheres obesas ou anoréxicas e os pesquisadores usaram imagens de ressonância magnética funcional (fMRI) para analisar a atividade cerebral e comparar com mulheres com peso “normal”. 

Os autores descobriram que, durante essas sessões de ressonância magnética, uma solução com sabor doce resultou na ativação neural aumentada no sistema cerebral de recompensa em pessoas anoréxicas e ativação diminuída em indivíduos obesos, evidenciando que os circuitos de recompensa do cérebro são mais sensíveis a estímulos alimentares na anorexia, e menos sensível em obesas. 


Rosani Ap. Antunes Teixeira
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Fonte: Guido K W Frank, Jeremy R Reynolds, Megan E Shott, Leah Jappe, Tony T Yang, Jason R Tregellas, Randall C O'Reilly. Anorexia Nervosa and Obesity are Associated with Opposite Brain Reward Response.Neuropsychopharmacology, 2012.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Programa para auxiliar crianças com dislexia



A Dislexia é uma dificuldade específica no aprendizado da linguagem. É um transtorno neurofuncional que tem causas genéticas e é hereditário. Pode ocorrer em crianças saudáveis, inteligentes, com estímulos sócioculturais adequados e sem problemas de ordem sensorial ou emocional.

Post sobre Dislexia: Clique Aqui

De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia, é importante realizar o diagnóstico da dislexia "o mais cedo possível, para amenizar ou evitar um comprometimento social e emocional do indivíduo ao longo da sua vida, e, ainda, minimizando os aspectos da dificuldade de aprendizagem".

A boa notícia para pais, professores e profissionais que convivem e atuam com a Dislexia é uma novo programa de computador que auxilia o desempenho de crianças com dislexia nas habilidades de leitura e escrita.

O software foi desenvolvido na tese de doutorado da fonoaudióloga Cíntia Alves Salgado Azoni, pesquisadora do laboratório de Distúrbios de Aprendizagem e Transtornos da Atenção (Disapre), da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp sob o título de “Programa de remediação fonológica, de leitura e escrita em crianças com dislexia do desenvolvimento".

Participaram da pesquisa 62 crianças, sendo: 17 crianças com dislexia submetidas ao programa de remediação, 14 crianças com dislexia que não passaram por intervenção e 31 crianças sem diagnóstico que compunham o grupo controle. O programa de remediação foi realizado em 20 sessões. Os resultados da pesquisa mostraram melhora no tempo de nomeação automática rápida, na consciência fonológica, na velocidade de leitura e habilidades de escrita.

Segundo a autora da tese,  o programa tem atividades na qual podem ser utilizadas palavras do contexto-cultural da criança e afirma ainda que há possibilidade de serem desenvolvidas versões do programa para pedagogos e professores,e do programa ser disponibilizado na internet.

Vejam a notícia completa no Jornal da Unicamp: Clique Aqui.
Essa notícia também foi publicada na Folha: Clique Aqui.

É ou não é uma ótima notícia!!?


Ficou curioso?? Quer mais informações sobre o dislexia e o tratamento para dislexia??
Entre em contato conosco: neuroniosnodiva@gmail.com



Fonte: Associação Brasileira de Dislexia e Jornal da Unicamp.




Daniela Tsubota Roque
daniela.tsubota@gmail.com



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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mielomeningocele

Atendendo a pedidos, vamos falar um pouco sobre a Mielomeningocele. Mielomeningocele é uma doença congênita, que ocorre durante o primeiro mês de gestação (geralmente a mulher ainda não sabe que está grávida). Durante a gestação os dois lados da espinha dorsal do feto se unem para cobrir a medula espinhal, os nervos espinhais e as meninges. Mas, algumas vezes pode ocorrer um defeito nesse fechamento e ele acontecer de forma incompleta. 

A causa dessa doença ainda é desconhecida. No entanto, sabe-se que os baixos níveis de ácido fólico no organismo da mulher antes e durante a gestação podem estar relacionados com essa patologia. A vitamina ácido fólico tem um papel fundamental no processo de multiplicação celular e no desenvolvimento do cérebro e da medula espinha, portanto, imprescindível durante a gravidez.

O diagnóstico pode ser feito através da ultrassonografia e de uma maneira geral, o defeito pode ser identificado a partir da décima sétima semana de gestação. A correção cirúrgica, pode ocorrer até mesmo ainda no ventre materno, porém, essa correção não impede que a criança venha a apresentar sequelas. 

A malformação pode ocorrem em qualquer nível da coluna vertebral, e com isso diferentes graus de comprometimentos são observados. Os sintomas incluem: • Perda do controle da bexiga ou intestino; • Parcial ou completa falta de sensação; • Parcial ou completa paralisia das pernas; • Fraqueza dos quadris, pernas ou pés; • Pés anormais, como pé torto; • Acumulação de líquido dentro do crânio (hidrocefalia), entre outros.

Além desses sintomas, a hidrocefalia também é bastante comum e podem ocasionar deficiência intelectual, déficit nas funções executivas e visuoespaciais. E muito importante o reconhecimento desses problemas o mais precoce possível para que um programa de estimulação (reabilitação cognitiva) seja traçado de acordo com as necessidades da criança. Assim, quando a criança chegar à idade adulta terá condições de levar uma vida normal apesar de possuir algumas sequelas físicas.

Uma outra coisa muito importante é a psicoterapia. Essa patologia tem um efeito psicológico profundo nas crianças e em seus familiares (geralmente sofrem de depressão, ansiedade e estresse constantes). A psicoterapia permite que pacientes e familiares aprendam a lidar melhor com a doença, compreendendo seus limites e sintomas.  Alem de promover mudanças de estratégias frente aos problemas enfrentados e contribuir para melhora na qualidade de vida. 



Ficou curioso, com dúvida ou quer mais informações sobre esse tema? 
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Rosani Ap. Antunes Teixeira
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terça-feira, 20 de março de 2012

Dislexia

A palavra Dislexia vem do grego, “Dis” significa dificuldade e “lexis”, linguagem. As crianças com dislexias geralmente são identificadas nas salas de aulas por terem dificuldades na leitura, escrita e soletração. 

Algumas crianças disléxicas podem fazer confusões entre letras ou palavras que tenham diferenças sutis de grafia, como por exemplo o "h-n" ou "b-d"/"d-p"/"d-p".  

Os disléxicos geralmente são muito inteligentes e falam muito bem, por isso, muitas vezes são erroneamente rotulados de preguiçosos, descuidados ou imaturos. 

E muito importante ficar atento!!! 
A criança disléxica pode desenvolver comportamentos antissociais e agressivos, devido as frustrações causadas pelas suas dificuldades. 

Um diagnóstico preciso é importantíssimo! Recomenda-se que o diagnóstico seja feito por uma equipe multidisciplinar especializada (psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo e neurologista) não somente para se obter o diagnóstico, mas principalmente para garantir melhores práticas em termos de planejamento do tratamento e cuidado para a criança, levando em consideração todos os aspectos relevantes e fatores que exercem impacto sobre o atendimento e a qualidade de vida.

Se seu filho(a) tem uma "aprendizagem diferente" ou uma "dificuldade para aprender", lembre-se que com a informação correta e com ajuda especializada o potencial do seu filho pode ser desenvolvido!!!


Rosani Ap. Antunes Teixeira
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quinta-feira, 8 de março de 2012

Bom Humor

Você sabia que com pequenas mudanças na forma como você lida com as situações do seu dia a dia pode acarretar em inúmeros benefícios para sua vida?! 

Se você é uma pessoa de bem com a vida, que encara as situações com bom humor e otimismo: Parabéns!!! 

Mas, se você é do tipo que se queixa que não vai bem nos negócios - que não têm dinheiro - que não têm sorte - que desde ao amanhecer até a hora de deitar reclama que está tudo muito difícil. Melhor mudar sua atitude! 

Pesquisas mostram que se você enfrentar a vida com bom humor e riso, estará fortalecendo o seu sistema imunológico, aumentando sua energia, diminuindo a dor, e ainda se protegendo dos efeitos nocivos do estresse. 

Além disso, uma nova pesquisa da University of Manchester and London School of Economics and Political Science (LSE), também demostrou que pequenas mudanças positivas na personalidade podem levar a um aumento significativo de felicidade. 

Então, não perca tempo! Comece a mudança agora mesmo! 

  • Se você trabalha com computador, procure coloca um protetor de tela engraçado, que faça você sorrir e se sentir mais animado. 
  • Coloque na sua mesa de trabalho uma foto sua com sua família ou amigos se divertindo. 
  • Procure viver o momento, pois não adianta nada pensar, viver ou sofrer pelo que já passou ou passar o tempo todo planejando o futuro que ainda está por vir. 
  • Evite situações que representem risco ao seu bom humor. 
  • Faça coisas simples e que proporcionem prazer. 
  • Aprenda a não valorizar o que não tem valor - evite gastar energia e tempo com pequenos aborrecimentos do dia-a dia. 
  • Cumprimente as pessoas com um sorriso. 
  • Ria de si mesma – principalmente quando coisas inesperadas acontecerem! 
  • Seja realista e sempre mantenha a real perspectiva da sua vida. 
  • Procure fazer o que gosta, ao lado de pessoas especiais e que te farão bem sempre. 


Fonte:
Christopher J. Boyce, Alex M. Wood, Nattavudh Powdthavee. Is Personality Fixed? Personality Changes as Much as “Variable” Economic Factors and More Strongly Predicts Changes to Life Satisfaction. Social Indicators Research, 2012; DOI: 10.1007/s11205-012-0006-z


Rosani Ap. Antunes Teixeira
Neurônios no Divã: Psicologia e Neurociências

quinta-feira, 1 de março de 2012

TRAÍDOS PELO TOM DE VOZ

Em um estudo publicado na revista Evolutionary Psychology, os pesquisadores examinaram a ligação entre o tom de voz, a infidelidade e a escolha do parceiro. 

Os participantes desse estudo ouviram duas versões de clipes gravados a partir de uma vozes masculinas e vozes femininas, que foram manipuladas eletronicamente para ter maior e menor intensidade. Os participante deveriam escolher qual a voz mais atraente, com a maior probabilidade de traí-los para viver um romance. 

Os pesquisadores descobriram que homens e mulheres usam o tom da voz como um sinal de futuras traições, ou seja, uma mulher com tom de voz mais intenso e um homem com tom de voz mais fraco são interpretados como “possibilidade de infidelidade futura”. 

Segundo os pesquisadores isso acontece porque os homens com níveis mais elevados de testosterona têm vozes agudas mais baixas, e mulheres com níveis mais altos de estrogênio têm vozes mais agudas e altos níveis desses hormônios estão geralmente associados ao comportamento adúltero. 

Isso sugere que através do processo evolutivo, nós aprendemos maneiras de evitar os parceiros que podem ser infiel, já que a infidelidade causa um impacto emocional importante, altos custos financeiros e perda da unidade familiar. 


Fonte: 
Jillian J.M. O'Connor, Daniel E. R. and David R. Feinberg.Voice Pitch Influences Perceptions of Sexual Infidelity. Evolutionary Psychology, 2011. 9(1): 64-78


Rosani Ap. Antunes Teixeira
Neurônios no Divã: Psicologia e Neurociências




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Perda de Memória em Idosos

Um novo estudo publicado na edição impressa de 03 de janeiro de 2012, da revista Neurology®, o jornal médico da Academia Americana de Neurologia mostra novas pistas a respeito de porque alguns idosos podem estar perdendo a memória. 

A novidade desse estudo é que ele examina pequenos derrames cerebrais (silent strokes) e a diminuição do hipocampo que é uma estrutura localizada nos lobos temporais do cérebro humano, considerada a principal sede da memória. 

Esse estudo contou com a participação de 658 idosos acima de 65 anos de idade e sem indícios de demência. Foram feitas ressonâncias magnéticas e avaliações neuropsicológicas para avaliar a memória, linguagem, velocidade de processamento de informação e percepção visual. 

O estudo constatou que 174 idosos tiveram pequeninas manchas no cérebro (pequenos derrames) que representam mortes de células cerebrais. Esse resultado foi comparado com o desempenho nas avaliações neuropsicológicas e mostrou que esses idosos também apresentavam piores resultado em testes de memória do que aqueles sem esses pequenos derrames.

Esse resultado levou os pesquisadores a concluir que pequenos derrames associado a menor volume do hipocampo parece estar associado com essa perda de memória. 




Rosani Ap. Antunes Teixeira
Neurônios no Divã

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) versus Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

Uma nova pesquisa da Universidade de Montreal publicada no American Journal of Psychiatry em novembro de 2011 mostra que a falta de atenção, ao invés da hiperatividade, é o indicador mais importante quando se trata de aprendizagem e desempenho escolar. 

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após coletar dados com pais e professores de 2.000 crianças durante um período de quase vinte anos.

Os problemas atencionais observados foram: incapacidade de concentração, distração, ou uma tendência para desistir;
E os hiperativos foram:  agitação, correria, ficar contorcendo-se o tempo todo e inquietude. 

E o resultado dessa pesquisa apontou que apenas 29% das crianças com problemas de atenção (TDA) terminaram o ensino médio em comparação com 89% das crianças que não manifestam problemas atencionais. Ao avaliar crianças hiperativas, verificou-se que a diferença foi menor: 40% versus 77%, indicando que um número maior de crianças com hiperatividade conseguiu terminar os estudos. 

Sabemos que muitas vezes no sistema escolar, as crianças com dificuldades de atenção são muitas vezes esquecidos, deixados de lado, porque, ao contrário de crianças hiperativas, não perturbam os professores e os amiguinhos de classe. 


Fonte:
J.-B. Pingault, R. E. Tremblay, F. Vitaro, R. Carbonneau, C. Genolini, B. Falissard, S. M. Cote. Childhood Trajectories of Inattention and Hyperactivity and Prediction of Educational Attainment in Early Adulthood: A 16-Year Longitudinal Population-Based Study. American Journal of Psychiatry, 2011; DOI:10.1176/appi.ajp.2011.10121732.


Rosani Aparecida Antunes Teixeira
Neurônios no Divã

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Rejuvenescimento e Regeneração no envelhecimento do Sistema Nervoso Central

Não é novidade que à medida que envelhecemos a habilidade de nossos corpos para se regenerar diminui. Isto não se aplica somente a nossa pele, mas também a outros tecidos e órgãos do corpo, incluindo o cérebro. 

Isso é especialmente impactante em doenças como a ESCLEROSE MÚLTIPLA. Em posts anteriores, já mostrei para vocês que na esclerose múltipla, as camadas de isolamento que protegem as fibras nervosas no cérebro, conhecida como bainha de mielina, são danificadas. Essa perda de mielina impede que as fibras nervosas enviem sinais nervosos (informações) corretamente para o restante do sistema nervoso central.

No entanto, no início da doença (quando a pessoa ainda é jovem), processos de regenerações, ou remielinizações, ocorrem com frequência e as bainhas de mielina são geralmente restauradas. Infelizmente, com o avanço da idade esse processo diminui significativamente, e como resultado desse processo ocorre a perda definitiva dessas fibras. 

A boa notícia e que recentemente, foi publicado um novo estudo com ratos que mostra que o declínio associado ao aumento da idade na regeneração (remielinização) da bainha de mielina, é reversível, quando ratos idosos estão expostos às células inflamatórias (monócitos) de ratos mais jovens, o processo de remielinização de envelhecimento  pode ser revertida.


Fonte:
Julia M. Ruckh, Jing-Wei Zhao, Jennifer L. Shadrach, Peter van Wijngaarden, Tata Nageswara Rao, Amy J. Wagers, Robin J.M. Franklin. Rejuvenation of Regeneration in the Aging Central Nervous System. Cell Stem Cell, 2012; 10 (1): 96 DOI: 10.1016/j.stem.2011.11.019

Rosani Ap. Antunes Teixeira
psic_rosani@yahoo.com.br
Neurônios no Divã

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Brinquedo desenvolvido para crianças AUTISTAS ganha concurso internacional!


Em 2011, no concurso internacional promovido pela Japan Industrial Design Promotion Organization, que acolhe projetos de produtos, design de comunicação e desenvolvimento de design em diversas áreas, o Chicago Athenaeum Museum of Architecture e Design recebeu o prêmio na categoria de produtos infantis com o brinquedo “Build-a-Robot”.

Build-a-robot é projetado especificamente para crianças autistas e tem como principal objetivo ajudar as crianças a identificar as principais emoções e aprender a se comunicar através delas, e ainda, desenvolver habilidades motoras e divertir. 

A principal característica desse brinquedo são as quatro cabeças intercambiáveis, cada uma com uma forma geométrica diferente e representa um rosto com as quatro emoções básicas: alegria, surpresa, raiva e tristeza. As crianças ao interagir com o brinquedo desenvolve sua coordenação motora e ao trocar as cabeças, receberá estimulação tátil e auditiva, pois o brinquedo faz barulho enquanto as cabeças são trocadas e todas as cabeças possuem diferentes texturas dependendo do tipo de expressão facial.






Com essas características, esse brinquedo se torna atraente para todas as crianças, não só para as autistas!!!
Rosani Ap. Antunes Teixeira
psic_rosani@yahoo.com.br
Neurônios no Divã

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Soluções criativas para as "tentativas de fuga" de pacientes com Alzheimer

Os pacientes com Alzheimer, muitas vezes experimentam momentos de confusão, desorientação e pânico. Isso acaba se transformando em uma necessidade incontrolável de ir para casa.

Imagine-se estando em lugar que você não conhece, com pessoas com que você nunca viu e não sabendo o que está acontecendo... o que você mais vai querer é ir para um lugar familiar onde você se sinta confortável, certo!? É isso que acontece com os pacientes com Alzheimer, e o resultado é que esses pacientes escapam da casa de familiares ou mesmo da própria casa (muitas vezes, a casa que eles lembram é a casa onde viveram a infância, as memórias mais antigas são as últimas a serem perdidas), de clínicas ou de hospitais e ficam vagando pelas ruas, sem a menor noção de quem são, para onde e como vão. Um problema muito sério e preocupante!

A solução até pouco tempo atrás era a óbvia: trancar o paciente ou então drogá-lo com tranquilizantes e sedativos, soluções que além de serem cruéis também acaba agravando ainda mais o estado de pânico do paciente. 

Pensando nesse problema, olha que interessente a solução encontrada por um Hospital Alemão: eles criaram um ponto de ônibus falso em frente ao prédio hospital !!!

(Ah! Essa notícia nos encontramos no Blog Update or Die e foi publicada pela arquiteto Fabrício Teixeira. Link para a notícia: clique aqui).

Bom, você está perdido, quer ir para casa e tem um ponto de ônibus no seu caminho. Possivelmente você vai para o ponto de ônibus aguardar um ônibus passar. A diferença é que nesse ponto nenhum ônibus vai passar, o que dá tempo para os profissionais e cuidadores encontrar e acalmar o paciente. Em certos casos, os paciente em pânico com urgência de ir para casa, são levados por uma enfermeira ou outro profissional até esse ponto de ônibus e enquanto “espera” o ônibus, o profissional vai acalmando o paciente que acaba aceitando voltar ao hospital.

É uma idéia bem criativa não acham??

Uma forma de lidar com essas situações em casa, quando o paciente com Alzheimer teima em "ir para a casa" (só que ele já está em casa), é dar uma volta com paciente "para levá-lo para sua casa".

Vamos usar os sintomas do Alzheimer a favor do paciente.

Nessa "volta", procure acalmar o paciente e quando voltar de fato para a casa, vá dando dicas para o paciente, mostrando que ele está em casa. Então, aponte coisas familiares da casa para que ele possa ir reconhecendo, mostre a árvore que tem na frente de casa que ele sempre cuidava, o quadro na parede que ele gosta, o sofá que ele costuma ficar sentado, etc.

Com um pouco de criatividade e paciência é possível lidar com esses problemas de forma mais tranquila.

E você tem algum solução criativa para essas situações?? Já usou alguma ???

Compartilhe conosco!!
neuroniosnodiva@gmail.com


Daniela Tsubota Roque e  Rosani Ap. Antunes Teixeira

Neurônios no Divã: Psicologia e Neurociências
Blog feito por psicólogas que acreditam em neurônios
http://www.neuroniosnodiva.blogspot.com