terça-feira, 26 de junho de 2012

Criatividade – De onde vem?


Criatividade tem sido definida como um comportamento e embora possa ser considerado o mais importante de todos os recursos humanos, sua base neural ainda permanece difícil de ser entender. 

Na tentativa de compreender o processo criativo, alguns estudos têm-se centrado no pensamento divergente, que nada mais é do que “a possibilidade de seguir várias linhas de pensamento e gerar soluções novas e originais”. 

Para tentar responder essa pergunta, pesquisadores da Universidade de Los Angeles investigaram a base neural da criatividade, comparando a atividade cerebral de pessoas quando completavam duas tarefas diferentes:
  • uma tarefa criativa, onde eles deviam manipular mentalmente três formas para criar um objeto (requer respostas inovadoras), 
  • e uma tarefa mais simples, onde os participantes tinham que girar mentalmente três partes para criar apenas uma forma geométrica (requer uma única resposta correta). 

Os resultados sugerem que o processamento criativo recruta ambos os hemisférios, incluindo aquele que é menos dominante para a tarefa, mostram ainda que o planejamento motor pode ser um componente de improvisação criativa, e que o lado esquerdo do cérebro é potencialmente um apoiador crucial da criatividade no cérebro.


Fonte:
L. Aziz-Zadeh, S.-L. Liew, F. Dandekar. Exploring the Neural Correlates of Visual Creativity. Social Cognitive and Affective Neuroscience, 2012.


Rosani Ap. Antunes Teixeira
psic_rosani@yahoo.com.br
Neurônios no Divã

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Como é o pensamento de um cão?

Uma das mais antigas espécies domesticadas, os cães, foram moldados por milhões de anos de contato conosco, seres humanos... Como resultado desta evolução física e social, os cães, mais do que quaisquer outras espécies, adquiriram capacidade de compreender e se comunicar conosco.

Mas, muitos de nós vivemos a perguntar... O que se passa em sua mente? Quais são seus pensamentos?

Na busca por essas respostas, cientistas interessados em compreender essa relação entre o homem e o cão, tentam descobrir através de técnicas de Ressonância Magnética funcional (fMRI), o que se passa no cérebro de nossos fiéis amigos caninos. 

Eles treinaram os cães para responder a determinados sinais e descobriram que os bichos prestam muita atenção aos sinais humanos e que quando os cachorros visualizavam um sinal de gratificação (agrado), a região do núcleo caudado (associada a recompensas em seres humanos) mostrava-se ativada. 

Os pesquisadores acreditam que com essa descoberta, em breve poderemos estudar melhor a cognição canina e responder perguntas sobre a ligação afetiva dos seres humanos e os cães...

Veja o vídeo com o experimento:


Veja também o artigo completo:



Rosani Ap. Antunes Teixeira
psic_rosani@yahoo.com.br
Neurônios no Divã